5.09.2007

Empresas Municipais. Funcionários

Estamos convictos que um dos temas fortes da campanha eleitoral que se avizinha será o sector empresarial local. Isto é, as EM.
Para ajudar ao debate, podemos imaginar o que será o dia-a-dia de um funcionário de uma empresa municipal quando...
Na Ambelis assistiu ao fim da empresa, mas não sabe o que acontecerá no futuro? E daqui a quanto tempo?
Na Gebalis, teve em 2 anos a tutela de 3 vereadores, o último dos quais quer "correr" com o Presidente nomeado e tudo tem feito para isso? Ou percebendo que no CA nem todos remam para o mesmo lado? E que a sua empresa é alvo de regulares noticias na comunicação social por eventuais fraudes?
Na EGEAC e na EMEL, percebe que os seus Presidentes, também Vereadores, se preparam para sair, sabendo que até nova nomeação (daqui largos meses) nada ou muito pouco se fará? E que já ouviu mas não tem a certeza que vão entrar 50 funcionários novos para tratar dos radares que não funcionam?
Na Emarlis, os poucos funcionários existentes ainda não perceberam, ao fim destes 2 anos, se a sua empresa vai ser extinta ou não? E que há mais de 4 anos não têm qualquer actividade?
Na Epul em 2 anos sairam 4 administradores, sobrou um que não sai, entraram 2 que não se sabe se podem lá estar, todos os dias a empresa é noticia no jornal e há não sei quantos directores vitalicios?
Na SRU Baixa Pombalina já sairam, em 2 anos, 3 administradores, uma Comissão mandatada por uma Vereadora que já saiu, depois não sabiam se havia administradores, não receberam salários, entraram agora mais 3, afinal parece que vai haver fusão das SRU's..
Na SRU Oriental, que também já teve 2 presidentes, um vogal que já saiu para a Epul, diz-se que a Presidente se demitiu há mais de 2 meses mais ainda lá está, que chega habitualmente às 6 da tarde e fica madrugada fora, o CA parece que não reune desde o ano passado e não se sabe se vão extinguir a empresa?
Na SRU Ocidental que mantém o mesmo CA (ganha o prémio da regularidade!) não se sabe se vão acabar com a empresa e fundir todas as SRU's?
Como estarão todos os funcionários destas empresas?

3 comentários:

Anónimo disse...

Excelente questão.

Face à crise financeira da Câmara, não faltará gente que avance com soluções a la Manuela Ferreira Leite ou Bagão Félix: Despedir, reduzir custos à bruta.

Os funcionários das Empresas Municipais (ao contrário do que se diz correntemente entre alguns trabalhadores da Câmara), não são o “parente rico” dos trabalhadores municipais. Por exemplo: é muito mais simples despedir um funcionário de uma empresa municipal, cortar-lhe suplementos salariais, etc, etc, do que fazer o mesmo a um funcionário público. Basta acabar com a empresa. O argumento para o despedimento é forte: Extinção do posto de trabalho.

Aliás, já me dissera que era opinião de determinada pessoa influente num partido que vai decidir muito sobre o futuro da Câmara, que certos equipamentos terão de ser concessionados a privados. A lógica é “Pode não dar lucro mas também não dá prejuízo”. Mas espero que saibamos onde acabam essas lógicas: Despedimentos e pior serviço público (ou desaparecimento, mesmo).

A profunda reestruturação das Empresas Municipais, das S.A.’s e das Associações onde o município participa vai ser um passo fundamental na resolução da crise da câmara. Mas é preciso que os cidadãos definam politicamente quais serão as linhas gerais dessa reestruturação: Reduzir custos a todo o custo ou – mais difícil – reduzir passivos procurando mais receitas, ganhos de produtividade, aproveitamento de sinergias e diminuição de custos, tendo em atenção a vida das pessoas e a salvaguarda da qualidade de serviço público prestado.

Bernardino Aranda

Moderador disse...

Se excelente foi a questão, excelente também o presente comentário na sequência também do anterior feito pelo mesmo autor noutro post.
É nossa firme convicção que qualquer medida para resolução da crise camarária acabará, obviamente, por afectar de uma maneira ou de outra as pessoas/funcionários.
A questão é qual das duas vias a trilhar enunciadas no final do seu comentário.

Anónimo disse...

Voz amiga trouxe-me a noticia de que as coisas não estão nada bem em certas empresas. Nas Sru´s por exemplo acho que as coisas estão mesmo muito, muito más. Na Gebalis até se diz que o Vereador Lipari vai para lá voltar porque é lá quadro. E com ele muitos outros assessores que queriam deitar abaixo a empresa. Na Emel parece que ninguem sabe trabalhar com os radares e agora ainda vão dizer que a culpa é dos funcionários.